Encontro virtual reuniu 630 participantes em 10 de março de 2026, após o avanço do conflito no Oriente Médio e o aumento das mortes na região
Líderes cristãos e de outras tradições religiosas promoveram uma vigília virtual de oração pela paz no Oriente Médio na última terça-feira, 10 de março de 2026, em resposta à escalada militar envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã. Segundo a organização, 630 pessoas participaram do encontro, marcado por apelos por paz, proteção aos civis e intercessão pelas crianças e famílias afetadas pela guerra.
A vigília foi liderada pelo bispo Sean Rowe, da Igreja Episcopal, junto com outros representantes de diferentes tradições religiosas. O encontro aconteceu enquanto o conflito no Oriente Médio continuava se intensificando desde os ataques lançados por Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, seguidos por contra-ataques iranianos em vários pontos da região.
Durante a reunião, Sean Rowe declarou: “Unidos pela nossa esperança de paz e pelo nosso amor pelo povo de Deus que está sofrendo no meio da guerra no Oriente Médio, nos reunimos para orar por aqueles que morreram e pelos vulneráveis que estão suportando a maior parcela do sofrimento. (…) Oramos especialmente pelas crianças.”
Além do líder episcopal, a vigília contou com orações e reflexões de representantes muçulmanos, judeus, luteranos, metodistas, presbiterianos e de outras tradições, em um esforço conjunto para lamentar a violência e clamar por paz. A organização destacou que o objetivo principal era responder espiritualmente ao agravamento da crise humanitária provocada pela guerra.
A mobilização ocorreu em meio ao aumento das mortes e deslocamentos forçados na região. Em relatório publicado em 10 de março, a própria cobertura da vigília citou que, até aquela data, haviam sido mortos sete militares americanos, 13 israelenses e ao menos 1.230 iranianos, além de quase 500 mortos no Líbano desde o início do conflito.
No dia seguinte, a Reuters informou que a guerra seguia em escalada, com novos ataques, impacto sobre rotas estratégicas e incerteza sobre o fim do conflito. Já em 12 de março, a agência noticiou novos apelos internacionais por contenção e negociações diplomáticas.
A vigília mostrou como parte da comunidade cristã tem reagido à guerra não com retórica de confronto, mas com intercessão, lamento e apelo por preservação de vidas.







