Culto ao nascer do sol reúne multidão na Praia do Campeche, em Florianópolis, em nova mobilização da Surf House

Evento “Desperta” aconteceu na manhã deste sábado, 21 de março de 2026, na faixa de areia do Campeche, com início às 5h, louvor ao ar livre e forte repercussão nas redes.

A Praia do Campeche, em Florianópolis, amanheceu tomada por uma multidão neste sábado, 21 de março, durante mais uma edição do “Desperta”, culto ao ar livre promovido pela Surf House Comunidade Cristã. Com início ainda de madrugada, o encontro reuniu fiéis, surfistas, moradores e turistas para um momento de louvor, oração e reflexão espiritual à beira-mar, reforçando a força de uma igreja que tem transformado a praia em espaço de adoração pública.

Segundo a apuração do Agora Floripa, o evento começou às 5h da manhã e teve acesso principal pela Avenida Pequeno Príncipe, no Campeche. O portal descreve o encontro como uma experiência de fé e comunhão marcada pela combinação entre amanhecer, som das ondas, música e mensagens inspiradoras. A mesma linha aparece na divulgação prévia do evento nas redes, que convocava o público para o “Desperta” no dia 21 de março, às 5h, de forma gratuita.

A mobilização foi organizada pela Surf House, comunidade cristã ligada aos pastores Serginho Busatto e Kika Busatto, identificados tanto na cobertura local quanto no perfil oficial da igreja nas redes. Na reportagem da Folha Regional, o encontro é descrito como uma reunião diversa, com presença de membros da congregação, moradores da região, surfistas e turistas, todos atraídos por uma proposta que une espiritualidade, natureza e vida comunitária.

Um dos pontos que mais chamam atenção na pauta não é apenas o cenário, mas a consolidação de um formato. O “Desperta” já deixou de ser uma ação isolada para se tornar uma marca da Surf House em Florianópolis. Em janeiro, uma edição anterior do mesmo encontro reuniu cerca de 5 mil pessoas, segundo o Guiame e a Rádio Pampa, com louvor, pregação, batismos e forte circulação de imagens nas redes sociais. Naquele momento, o pastor Sérgio Busatto pregou sobre viver com “os pés no chão, mas com os olhos na eternidade”.

A nova edição de março reforça esse mesmo movimento. Portais locais relataram que a faixa de areia voltou a receber milhares de pessoas e que a organização montou estrutura com apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, além de sinalização de acesso, controle do público e suporte emergencial. A manhã transcorreu sem registro de intercorrências, segundo a cobertura local.

Há também um aspecto simbólico importante: a Surf House não apresenta o culto apenas como evento, mas como expressão de identidade. Em fevereiro, a Rádio Pampa publicou reportagem mostrando como a comunidade nasceu a partir da aproximação de Sérgio e Kika Busatto com o universo do surfe e consolidou, em Florianópolis, uma proposta de igreja “pé na areia”, sazonal, aberta e sem estereótipos rígidos. Na mesma matéria, o pastor afirmou que o “Desperta” é simples na forma, canções de adoração e meditação nas Escrituras, mas marcado por um sentido de mover espiritual que, segundo ele, não se explica apenas pela organização humana.

Em vez de restringir a experiência espiritual às paredes do templo, o “Desperta” projeta a fé para o ambiente aberto, visível, acessível e conectado com gente que muitas vezes não pisaria em uma igreja tradicional. Esse é o ponto que dá densidade à pauta: a praia vira altar, mas também vira ponte.

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