Pesquisadores analisam 360 amostras de solo de formação associada à Arca de Noé

Equipe internacional concluiu três meses de trabalhos de campo na formação de Durupınar. Autoridades afirmam que ainda não há comprovação científica de que o local contenha vestígios da embarcação descrita na Bíblia.

Uma equipe internacional concluiu a primeira etapa das novas pesquisas na formação de Durupınar, no distrito de Doğubayazıt, leste da Turquia. Cerca de 360 amostras de solo coletadas no local serão examinadas em laboratório, enquanto os pesquisadores analisam os dados obtidos por equipamentos de investigação subterrânea. Os trabalhos de campo ocorreram de 28 de junho a 30 de setembro e reuniram aproximadamente 20 pesquisadores de cinco países.

O balanço foi apresentado na sexta-feira, 2 de outubro, pelo governador da província de Ağrı, Önder Bozkurt, durante uma visita à área. Segundo ele, as amostras serão estudadas no laboratório da Universidade Ankara Yıldırım Beyazıt, e as informações recolhidas pelos instrumentos de observação subterrânea também deverão ser processadas durante o inverno.

Durupınar chama a atenção por seu contorno semelhante ao de uma embarcação. A formação fica na região do Monte Ararat, frequentemente associada ao relato de Gênesis 8:4: após o Dilúvio, “a arca repousou sobre os montes de Ararate”. Essa proximidade e o formato do terreno mantêm vivo o interesse pelo local, mas a semelhança visual não comprova que a estrutura seja a Arca de Noé.

O que será analisado

A próxima etapa busca compreender melhor a composição do solo e a estrutura abaixo da superfície. Ao reunir os resultados laboratoriais com os dados geofísicos, a equipe espera avaliar as características da formação e esclarecer o que pode ter produzido as feições identificadas durante o trabalho de campo.

Os resultados ainda não foram divulgados. Bozkurt ressaltou que, neste momento, não há conclusão científica sobre uma possível relação entre Durupınar e a embarcação bíblica. Pesquisas anteriores interpretaram a área como uma formação geológica natural, razão pela qual novas alegações precisam ser examinadas com rigor e submetidas à avaliação independente.

A pesquisa, portanto, abre uma nova etapa de investigação, não uma confirmação da descoberta da Arca. A resposta dependerá do que as análises das amostras e dos registros subterrâneos conseguirem demonstrar.

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