Moisés Caicedo, meia do Chelsea, volta a ser destaque dentro e fora do campo na Copa do Mundo de 2026 pela forma como vive e declara publicamente sua fé cristã
No dia 25 de junho de 2026, o Equador escreveu uma das páginas mais emocionantes de sua história no futebol. No MetLife Stadium, em Nova Jersey, a seleção equatoriana virou o placar contra a Alemanha, venceu por 2 a 1 e garantiu sua classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo. Foi a primeira vitória do Equador sobre os alemães em toda a história dos confrontos entre as seleções.
A Alemanha abriu o placar logo aos dois minutos com Leroy Sané. O Equador, que havia acumulado 39 finalizações sem gols nos dois jogos anteriores, finalmente estufou as redes na 40ª tentativa com Nilson Angulo. O gol da virada veio nos pés de Gonzalo Plata, a 13 minutos do fim. No banco de reservas, no gramado e nas arquibancadas repletas de amarelo, a celebração foi frenética. Para Moisés Caicedo, um dos líderes da seleção, era mais uma razão para agradecer a Deus.
Caicedo não guarda sua fé para os momentos de vitória. Já no primeiro jogo da Copa, na derrota por 1 a 0 para a Costa do Marfim no dia 14 de junho, o meia protagonizou uma cena que viralizou nas redes sociais: logo após o apito final, ele se ajoelhou no gramado, levantou as mãos ao céu e orou. A imagem correu o mundo gospel justamente porque não era uma celebração. Era um ato de fé no meio da dor.
Não foi a primeira vez. Na Copa do Mundo de 2022, após a eliminação do Equador na fase de grupos, Caicedo publicou uma mensagem que se tornou marca registrada de sua espiritualidade: “Na vitória e na derrota, te amo, Deus”. A frase resumia bem quem ele é dentro e fora de campo.
Em um vídeo que circulou nas redes sociais, Caicedo aparece participando de um culto de adoração em uma igreja no Equador durante suas férias. Em suas palavras: “Sempre que venho ao Equador, falo com meu irmão para que possamos ter um tempo para adorar ao Senhor, porque sabemos que sem o Senhor nada somos. Sou muito grato, obrigado a todos que oram por mim”.
No empate sem gols com Curaçao, no dia 21 de junho, Caicedo liderou, pelo lado equatoriano, um momento coletivo de oração no gramado com jogadores das duas seleções. Do lado de Curaçao, o capitão Kenji Gorré conduziu o gesto. Rivais em campo, irmãos na fé.
A Copa do Mundo de 2026 tem sido palco de gestos de fé que chamam a atenção do mundo. Nmecha, da Alemanha, declarou após a goleada sobre Curaçao: “No jogo somos adversários. Depois do jogo, somos todos cristãos e irmãos. Acreditamos que Jesus é glorificado através do jogo”. Caicedo, do outro lado do campo, diria o mesmo com outras palavras.
Para o jogador equatoriano do Chelsea, agradecer a Deus não é um gesto para a câmera. É uma constante que atravessa derrotas, empates, vitórias históricas e eliminações. A vitória sobre a Alemanha foi mais um capítulo de uma história que, para Caicedo, tem um autor bem definido.







